sábado, 5 de junio de 2010

10º Domingo do Tempo Comum: ‘Jovem, eu te ordeno, levanta-te!’

Português:
10º Domingo do Tempo Comum
‘Jovem, eu te ordeno, levanta-te!’
Na liturgia deste X Domingo do Tempo Comum a dimensão profética percorre a liturgia da Palavra, em Elias, o profeta da esperança e da vida, em Paulo, o profeta do Evangelho recebido de Deus, e, particularmente, em Jesus, o grande profeta que visita o seu povo em atitude de total oblação. Aqui na Espanha celebramos a solenidade do Corpus Christi, assim dizem que o povo participará mais, espero que sim.

A primeira leitura de hoje de 1Rs 17,17-24: podemos perceber duas atitudes completamente diferentes, uma da viuda e a outra do profeta Elias. E é nessa diferença de atitudes que está a principal lição. A mulher perdeu todas as esperanças, ela já se sentia derrotada, escarnecida pela morte, e a única coisa que ainda consegue fazer é procurar alguém que seja o culpado: provocando assim um forte desespero como tentativa de superar a angústia. Por outro lado encontramos o profeta, que, acredita no Deus que dá a vida e que não nos abandona ao poder da morte. E muitas vezes nós também temos este mesmo pensando como essa mulher pagã. Quando aparece algum caso de morte inexplicável ou inesperada, imediatamente já perguntamos por que acontecem tantas desgraças, alguns de nós ainda falam que seja “castigo de Deus”. Quem pensa dessa maneira, podemos dizer que tem uma fé muito pobre no “Deus da vida e não de mortos” (Cfr. Mt 22, 32). Convido a todos a fazer uma releitura dessa primeira leitura e buscar os ponto de messiânismo, porque já nos ajuda a etender o que se passa no santo evangelho.

No Evangelho de são Lucas 7,11-17, temos a revelação de Deus expressa na atitude de piedade e compaixão de Jesus no milagre da ressurreição do filho da viúva. Deus visita o seu povo em Jesus, “um grande profeta”, realizando o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida e dando-lhe pleno sentido.

O milagre evangélico projeta-se neste pano de fundo. Em Jesus, as esperanças messiânicas atingem seu pleno cumprimento. Ele é o Messias esperado. Mas, seu modo de ser superava em muito os esquemas messiânicos acalentados pela piedade popular. Tinham razão as testemunhas do milagre, quando proclamaram: “um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou seu povo!” Entre eles, porém, estava o Filho querido do Pai, com a missão de oferecer vida nova à humanidade. O rapaz ressuscitado tornava-se um símbolo desta realidade.
E finalmente na segunda leitura de são Paulo aos Gálatas 1,11-19, acolhemos a absoluta gratuidade da conversão de Paulo, para quem o Evangelho é uma força vital e criadora, que produz o que anuncia; a sua força é Deus. É uma força vital, uma dinâmica profética que ele recebeu diretamente de Deus.

Neste domingo você pode se apresentar diante de Jesus tal como você é, seja pecador, santo, morto, vivo, etc, como você é... e tenha total confiança que Jesus, te dirá “eu quero te dar a verdadeira vida, por isso: ‘eu te ordeno, levanta-te!’”, ou seja, Jesus quer te dar a VIDA, a ESPERANÇA, a LUZ, a ALEGRIA, a SAÚDE, a PAZ, etc... meu irmão Jesus está passando pela sua vida, para que você tenha VIDA...

Pe. Lucimar, sf



Español:
Solemnidad del Corpus Christi
Hoy estamos celebrando la solemnidad del Cuerpo y de la Sangre de nuestro Señor Jesucristo, tradicionalmente conocido por  “Corpus Christi”. Fiesta que está establecida en la Iglesia desde el siglo XIII. En este día se nos invita a venerar a Jesucristo presente en la eucaristía.

Escuchamos en el evangelio (Lc 9, 11b-17) un relato de la multiplicación de los panes y los peces, que es prefiguración de la eucaristía. Cristo se nos da en comida.

En la segunda lectura (1 Cor 11, 23-26) podemos ver uno de los textos más antiguos que nos hablan de la Ultima Cena: Cristo entrega su cuerpo y derrama su sangre para la salvación del mundo. Deja establecido que se haga lo mismo en conmemoración suya.

En la primera lectura (Gn 14, 18-20) nos dice como el sacerdote y rey Melquisedec ofrece pan y vino. Melquisedec es un sacerdote - rey de la justicia - que anuncia la figura de Jesucristo. En el Antiguo Testamento hay dos clases de sacerdocio, el sacerdocio levítico: que es fiel cumplidor de las normas y de los sacrificios rituales de animales, y el sacerdocio eterno del orden de Melquisedec: que en vez de ofrecer sacrificios de animales se ofrece a sí mismo. La figura de este rey – sacerdote es el anuncio de un cambio importante en el sacerdocio del pueblo de Israel y de su culto. El cambio está en que para relacionarse con Dios no hay que darle cosas en sacrificio, sino la propia vida, la propia existencia. Esto es lo que hizo Jesucristo entregarse dando su cuerpo y derramando su sangre.

La Eucaristía es un alimento que recibimos cada vez que comulgamos y que tanto nos ayuda e nuestra vida como cristianos. Y también es un signo que el mismo Jesús nos ha dejado para que esté siempre presente en medio de nosotros hasta el fin de los tiempos. Esta fiesta viene a subrayar que el pan y el vino de la santa eucaristía no es solamente un símbolo, sino la presencia real, sacramental, de Jesús en su Cuerpo y su Sangre. Por eso en Santísimo, o la reserva que se tiene en los sagrarios de todas las iglesias, es un espacio que debemos utilizar muchísimo para orar, adorar al Señor que está realmente presente. Son muchas las manifestaciones populares en todo el mundo, pero es una pena que este tipo de devoción esté tan poco divulgado en algunas parroquias: como por ejemplo la “Hora Santa”. Pero es aquí que está nuestro desafío de mantener el fervor y la fe en la Santa Eucaristía, principalmente a nosotros que la celebramos cada día.

 Pe. Lucimar, sf

viernes, 4 de junio de 2010

Comunicação na família (Port/Esp)



Ao tentar definir o ser humano como uma caixa fechada em si mesma não responde á mesma estrutura do seu ser, porque a verdadeira realidade do ser humano é fundamentalmente uma caixa aberta, em constante diálogo com tudo aquilo que o rodeia. O homem, como ser vivo, pertenece a um ecossistema do qual se relaciona através dos diferentes processos específicos da humanização, como a educação, a cultura e a própria linguagem e em conseqüência o ambiente do qual se vive, como por exemplo: a sociedade, a família, escola, comunidade religiosa e grupos de amigos.

Seria fácil de pensar sobre o objetivo desses artigos ao reflexionar sobre esta importância da comunicação e do diálogo na vida do ser humano como um ser dialogal e como um processo de uma mútua construção dos próprios cônjuges. O diálogo se constitue como uma forma de comunicação por excelência para o próprio ser humano e como um meio de liberação de si para o outro e vice-versa.

Na realidade, a capacidade construtiva da comunicação no ser humano ativa todos os seus mecanismos internos: medos, alegrias, confiança, sensibilidade, agressividade, sentimentos, tristeza, desconfiança, etc...


I - Diálogo y Comunicación en la Familia
A partir de ahora comienzo el primer capítulo sobre el diálogo y la comunicación dentro de la familia y al mismo tiempo insistir en la unidad de estos dos términos dando una importancia a la comunicación interpersonal que se plantea hoy como una de las mayores urgencias y necesidades para todos los que quieran construir su propio ser personal y vivir su existencia de un modo verdaderamente humano. La comunicación y el diálogo se revelan como una de las principales respuestas al interrogante existencial de la persona humana sobre su propia construcción. Se puede afirmar que son el primer camino para la realización del hombre en sus más íntimas necesidades.

El intento de definir el ser humano como una entidad cerrada en sí misma no responde a la estructura misma del ser, porque la verdadera realidad del ser humano es fundamentalmente una entidad abierta, en constante diálogo con todo aquello que lo rodea. Como ser vivo, pertenece a un ecosistema con el cual interactúa a través de los diferentes procesos específicos de la humanización, como la educación, la cultura y el propio lenguaje y en consecuencia el ambiente en el cual vive, como por ejemplo: la sociedad, la familia, escuela, grupos de amigos.

En este trabajo el objetivo es describir la importancia de la comunicación y del diálogo en la vida del ser humano como un ser dialogal y como un proceso de mutua construcción como cónyuge. Con el diálogo se constituye como una forma de comunicación por excelencia para el propio ser humano y como un medio de liberación de sí mismo hacia el otro y viceversa.

En realidad, la capacidad constructiva de la comunicación en el ser humano activa todos sus mecanismos internos.
Pe. Lucimar, sf

miércoles, 2 de junio de 2010

Como ajudar os nossos filhos I (Port/Esp)

Portugués:
Cuidado: crianças na Internet
Aqui na Espanha quem trabalham com a educação tem uma grande vantagem, porque temos muitos organismos que tratam de enfocar este tema o mais atual possível, por isso sempre nos enviam muitas informações, d’entre elas está um jornal que se chama “Pais e Colégios”. Uma vez ao mês cada aluno leva este pequeno jornal á casa, um jornal com muitos artigos relacionados com a educação, a cultura, e ajudas para os pais, etc... Pois assim sendo, vou durante alguns números traduzir diferentes artigos que queira ou não será de grande ajuda para todos nós que trabalhamos com a educação, seja para os pais. Este primeiro artigo começa com uma pergunta:

“A Internet é seguro para os nossos filhos? A resposta a esta pergunta é muito mais simples do que se parece: Não. Si nem mesmo para os adultos é segura, lógicamente que será mais perigosa para alguém que tenha nove ou doze anos, justamente pela enorme inocência e como não pela grande falta de experiência da vida.

Quando nós mesmos, nos conectamos á Internet, podemos até pensar e assim cremos que não nos va a passar nada. Mas como ocorre na maioria da vezes na nossa vida é tudo pelo contrário, mas se pensarámos nos riscos não sairiamos do lugar (nem sair de moto se estamos convencidos que poderá ocorrer um acidente). Pode ser que enquanto voce esteja lendo isso agora, pode ser que os seus  filhos estejam navegando tranqüilamente pela Internet, olhando ou até mesmo assistindo uma série da televisão favorita, ou até mesmo no msn... Hoje este meio de comunicação é como considerado como as babás do século XXI, tudo para que as crianças se mantenham ocupadas por algum momento e ao mesmo deixando os pais mais livres e tranqüilos.”

Esta reflexão é somente para que estejamos sempre alertas para qualquer problema ou comportamento extranho dos filhos em relação com a Internet. No próximo número traterei de transcrever alguns conselhos que o autor deixa para os pais, porque muitas vezes não saben como lidar com esta situação dentro da sua própria casa. Lembremos que em muitas ocasiões o mal está dentro do nosso próprio lar.




Español:
¿Es seguro Internet para nuestros hijos? La respuesta a esta pregunta es mucho más sencilla de lo que parece: No. Si no lo es para los adultos, lógicamente será aún más peligroso para alguien que tenga nueve o doce años, una enorme inocencia y falta de experiencia en la vida.

Cuando nosotros nos conectamos a Internet, tendemos a creer que nos va a pasar nada. Como ocurre con todo en la vida, si pensáramos en los riesgos no haríamos nada (no montaríamos en moto si estamos convencidos de que nos va a ocurrir un accidente). Mientras lees estas líneas es posible que tus hijos estén navegando tranquilamente por Internet, viendo la página de su serie de televisión favorita, entretenidos... La Red sirve de niñera, para que se mantengan ocupados un rato y nos dejen un rato de tranquilidad. Y encima es pedagógica (es cierto que aprenderán muchas cosas).

lunes, 31 de mayo de 2010

Perseguição V (Port/Esp)

Português:

No Símbolos religiosos… (IV), o que queria deixar bem claro era uma breve explicação no que diz respeito a este símbolo religioso, a cruz, que todos utilizamos e levamos como um objeto de devoção, de fé, etc. e que biblicamente está muito unida á nossa salvação, por tanto ela não é um objeto qual quer.  

Por tanto a cruz é um símbolo e um sinal do cristão, porque nela se resume a obra da redenção do mundo. Já no início do cristianismo, como expliquei com o texto (I Cor 1, 17-25) do Símbolos religiosos…(IV). A doutrina da cruz é uma força divina para aqueles que se salvaram e loucura para aqueles que perecerão, ou um escândalo para os judeus de coração endurecidos. No início do cristianismo a cruz era pintada e gravada nas catacumbas e nas paredes dos sarcófagos.

A cruz é o memorial da Paixão de Cristo e da nossa redenção, também simboliza a imolação espiritual do cristão, é signo de penitência e de união com os padecimentos de Cristo, fundamento e raiz da alegria.

Jesus mesmo disse: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me” (Lc 9, 23). Em se mesmo levar a cruz, já é um grade sacrificio de cada dia, mas, quê cruz seria esta a que querendo ou não, a podemos encontrar? Primeiramente, cada um já é uma cruz, e se encontramos uma doença inesperada, uma contrariedade no trabalho, os câmbios de caráter diários, dificuldades de convivências, etc... esta poderia ser a cfruz que cada um carrega cada dia, muitas vezes nem se sente, mas ela está aí.

“As cruzes que nós fabricamos ou que inventamos sempre são algo bem polidas porque a nossa mão está presente, por isso, é menos mortificantes. Receba alegremente as que se vos imponem sem o vosso consentimento” (São Francisco de Sales)  
Pe. Lucimar, sf

Español: 
Símbolos religiosos… (V)
La cruz es el símbolo y la señal del cristiano, porque en ella se resume la obra de la redención del mundo. Aparece ya en los mismos comienzos del cristianismo, como ya fue muy bien explicado en punto anterior (IV). La doctrina de la cruz es una fuerza divina para aquellos que se salvan, locura para aquellos que perecen, o un escándalo para los judíos endurecidos (I Cor 1, 17-24). Al inicio del cristianismo era pintada y grabada en las catacumbas en paredes de sarcófagos.

La cruz es el memorial de la Pasión de Cristo y de nuestra redención, simboliza también la inmolación espiritual del cristiano, es signo de penitencia y de unión con los padecimientos de Cristo, fundamento y raíz de la alegría.

Jesús mismo ha dicho “Si alguno quiere venir en pos de Mí, que renuncie a sí mismo y lleve su cruz cada día y me siga” (Lc 9, 23). Llevar la cruz en si mismo, ya es el gran sacrificio de cada día, pero ¿qué cruz seria esta la que quiera o no podemos encontrar? Primeramente, cada un ya es una cruz, y si con todo encontramos una enfermedad, una contrariedad en el trabajo, cambios de carácter diarios, dificultades de convivencias.

“Las cruces que nosotros hacemos o que inventamos son siempre algo pulidas  por lo que tienen de nuestro y, por eso, menos mortificantes. Recibid alegremente las que se os impongan sin vuestra voluntad” (San Francisco de Sales)  
 P. Lucimar, sf

sábado, 29 de mayo de 2010

Solenidade da Santíssima Trindade (Port/Esp)

Solenidade da Santíssima Trindade
“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós”. (II Cor. 13, 14) começo a reflexão deste domingo com um texto de São Paulo que é a saldação inicial que nós sacerdotes fazemos ao começar a santa Eucaristia. Hoje celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade: o mistério de um só Deus em Três Pessoas. E veremos que as leituras deste dia nos convida a meditar sobre a essência de Deus como a Rocha sobre a que podemos construir a nossa vida, as notas sobre as quais poderemos nos fundamentar. Hoje não é um dia para saber o mistério de Deus, mas para reconhecer que Ele é Deus, e isso basta. Leia esta história e entenderás:

Conta-se que Santo Agostinho andava certo dia a passear na praia a meditar sobre este mistério da Santíssima Trindade: um Deus em três pessoas distintas… Enquanto caminhava, observou um menino que carregava um pequeníssimo balde com água. A criança ia até o mar, trazia a água e deitava-a dentro de um pequeno buraco que havia feito. Após ver repetidas vezes o menino fazer a mesma coisa, resolveu interrogá-lo sobre o que pretendia. O menino, olhando-o, respondeu com simplicidade: -”quero colocar a água do mar neste buraco”. Santo Agostinho sorriu e respondeu-lhe: -”mas tu não percebes que isso é impossível mesmo que trabalhes toda a vida? O mar é infinitamente grande. Jamais o irás conseguir colocar aí todo dentro desse pequeno buraco…”.

Então, novamente olhando para Santo Agostinho, o menino respondeu-lhe: “ora, é mais fácil a água do mar caber nesse pequeno buraco do que o mistério da Santíssima Trindade ser entendido por um homem!”. É mais fácil colocar toda a água do mar aqui dentro deste buraco que o homem conseguir entender o mistério da Santíssima Trindade. O homem é infinitamente pequeno e Deus é infinitamente grande!

Na Primeira Leitura (Prov 8,22-31), nos fala da existência eterna da segunda Pessoa, a Sabedoria do Pai.  No Evangelho (Jo 16,12-15) Jesus nos fala de si mesmo, e também do Pai e do Espírito Santo, mas como o“Espírito da Verdade”. E nos diz também: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão”. Aqui  já podemos notar uma perfeita unão entre as Três Pessoas, cuja Sabedoria é comunicada a todos nós.

Já na Segunda Leitura (Rm. 5,1-5), São Paulo nos faz uma síntese da ação trinitária na História da Salvação: caminhamos rumo ao Pai (O AMOR), por meio de Cristo (A GRAÇA), no amor derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo (É A COMUNICAÇÃO DO AMOR E DA GRAÇA). “Por ele, não só tivemos acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes, mas ainda nos ufanamos da esperança da glória de Deus. E não só isso, pois nos ufanamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada e a virtude provada desabrocha em esperança. E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

Para explicar um pouco melhor sobre este mistério, transcrevo alguns dos números do nosso catecismo para que cada cada um possa ler e entender o que nos diz a santa Igreja sobre temas tão importantes e dentrais para a nossa fé:   


“234 O misterio da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo, é, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na "hierarquia das verdade de fé" (DCG 43). "Toda a história da salvação não é senão a história da via e dos meios pelos quais Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia, consigo e une a si os homens que se afastam do pecado" (DCG 47).

237 A Trindade é um mistério de fé no sentido estrito, um dos “mistérios escondidos em Deus, que não podem ser conhecidos se não forem revelados do alto" (Cc. Vaticano I: DS 3015. Deus, certamente, deixou marcas de seu ser trinitário em sua obra de Criação e em sua Revelação ao long do Antigo Testamento. Mas a intimidade de seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à pura a razão e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo.

251 Para a formulação do dogma da Trindade, a Igreja teve de desenvolver uma terminologia própria recorrendo a noções de origem filosófica: "substância", "pessoa" ou "hipóstase", "relação", etc. Ao fazer isto, não submeteu a fé a uma sabedoria humana senão que imprimiu um sentido novo, inaudito, a esses termos, chamados a significar a partir daí também um Mistério inefável, que "supera infinitamente tudo o que nós podemos compreender dentro do limite humano" (Paulo VI, SPF 2).

252 A Igreja utiliza o termo "substância" (traduzido também, às vezes, por "essência" ou por "natureza") para designar o ser divino em sua unidade; o termo "pessoa" ou "hipóstase" para designar o Padre, o Filho e o Espírito Santo na sua distinção real entre si, e o termo "relação" para designar o fato de a distinção entre eles residir na referência de uns aos outros.

253 A Trindade é Una. Não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: "a Trindade consubstancial" (Cc. Constantinopla II, ano 553: DS 421). As pessoas divinas não se dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: "O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza” (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 530). "Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina" (Cc. de Latrão IV, ano 1215: DS 804).

254 As pessoas divinas são realmente distintas entre si. "Deus é único, mas não solitário" (Fides Damasi: DS 71). "Pai", "Filho”, Espírito Santo" não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: "Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho" (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 530). São distintos entre si pelas suas relações de origem: "É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede" (Cc. Latrão IV, ano 1215: DS 804). A Unidade divina é Trina.” (Catecismo da Igreja Católica, nn correspondentes das fontes presentes)
Pe. Lucimar, sf

Español:
Solemnidad de la Santísima Trinidad
“La gracia de nuestro Señor Jesucristo, el Amor del Padre y la comunión del Espíritu Santo esté con todos vosotros”. (II Cor. 13, 14) comienzo mi reflexión de este domingo con una texto de San Pablo que es el saludo que nosotros los sacerdotes comenzamos la santa Eucaristía. Pues hoy celebramos la Solemnidad de la Santísima Trinidad: el misterio de un solo Dios en Tres Personas. Y del cual las lecturas de este día nos invitan a meditar sobre la esencia de Dios como la Roca sobre la que hemos de construir nuestra vida, las notas sobre las que hemos de fundamentarnos

En la Primera Lectura (Prov. 8, 22-31), nos habla de la existencia eterna de la segunda Persona, la  Sabiduría del Padre.  En el Evangelio (Jn. 16, 12-15)  Jesús nos habla de sí mismo, y también del Padre y del Espíritu Santo.  Habla de éste como el “Espíritu de Verdad”. Y nos dice: “El los irá guiando hasta la verdad plena... recibirá de Mí lo que les vaya comunicando.  Todo lo que tiene el Padre es mío... tomará de lo mío y se lo comunicará a vosotros”. Perfecta unión entre las Tres Personas, cuya Sabiduría es comunicada a nosotros.

Ya en la Segunda Lectura (Rm. 5, 1-5), San Pablo nos hace una síntesis de la acción trinitaria en la Historia de la Salvación: caminamos hacia el Padre (EL AMOR), por medio de Cristo (LA GRACIA), en el amor derramado en nuestros corazones por el Espíritu Santo (ES LA COMUNICACIÓN DEL AMOR Y LA GRACIA). “Por mediación de nuestro Señor Jesucristo hemos obtenido la fe, la entrada al mundo de la Gracia... Dios ha infundido su Amor en nuestros corazones, por medio del Espíritu Santo, que El mismo nos ha dado”. ¡Maravilla operacional del Dios Uno y Trino, del Dios Vivo y Verdadero!

Sin embargo, algunos en nuestros días se están construyendo un “dios” a su manera, a su medida, a su antojo... y, sin darse cuenta, se están construyendo un “dios” que no puede amar.  Y no puede amar ese “dios” inventado, post-modernista y “new age”, porque se pretende creer que Dios es simplemente “energía”.  Y una simple “energía”, por más grande que pueda ser, no es capaz de amar.

Para los católicos -y también para los demás cristianos- Dios es todopoderoso, infinitamente poderoso, pero no es una simple energía.  Para nosotros Dios no es mera fuerza: es un Ser, que conoce y que nos conoce a cada uno de nosotros en forma particular. 

Es un Ser que se relaciona con nosotros, y nosotros con El. Es un Ser que ama, y nos ama a cada uno de manera especial, tan especial que nos ama a cada uno como si cada uno fuera único, porque cada una de sus criaturas es única para El.

Y esas Tres Personas que son cada una el mismo y único Dios, se aman entre sí y nos aman a nosotros con un Amor que es Infinito, como Infinito es Dios.

P. Lucimar, sf

jueves, 27 de mayo de 2010

Acompanhamas as famílias... (Port)

Aparecida acolhe 2ª Peregrinação das Famílias neste fim de semana
(29 e 30 de maio)

“A família é um bem para a sociedade”. A afirmação é do bispo auxiliar de Salvador (BA) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Carlos Petrini. Em entrevista exclusiva à assessoria de imprensa da CNBB, o bispo destaca a importância da 2ª Peregrinação Nacional das Famílias, que acontece nos próximos dias 29 e 30 de maio, em Aparecida (SP), com o tema “Família, formadora de valores humanos e cristãos”.
Leia mais...

Perseguição IV (Port/Esp)

Português:
Símbolos religiosos... (IV)
Já faz algumas reflexões sobre o tema da simbología religiosa, dessa vez vou fixar-me em um texto da Primeira Carta de São Paulo à comunidade dos Corintios (I Cor 1, 17-25)

“17 De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o evangelho – sem sabedoria de palavras, para não esvaziar a força da cruz de Cristo. 18 A pregação da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que são salvos, para nós, ela é força de Deus. 19 Pois está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e confundirei a inteligência dos inteligentes”. 20 Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o disputador deste mundo? Aliás, Deus não converteu em loucura a sabedoria deste mundo? 21 De fato, pela sabedoria de Deus, o mundo não foi capaz de reconhecer a Deus por meio da sabedoria, mas, pela loucura da pregação, Deus quis salvar os que crêem. 22 Pois tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria. 23 Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. 24 Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. 25 Pois o que é loucura de Deus é mais sábio que os homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte que os homens”.

Sabedoria humana contra a cruz de Cristo
1,17 * Não esvaziar a força da cruz de Cristo: (kenoun / kenwsi") isso quer dizer que não podemos tirar o poder salvador da cruz; porque se atribuimos a salvación ás capacidades  humanas, deixaríamos de lado a redenção de Jesus pelo seu fracasso na cruz.

1,18 *A pregação da cruz: temos dois sentidos: de um lado o conteúdo (mensagem), e por outro a atividade que desemvolve o mensageiro. Tanto a mensagem (a cruz da salvação) como o estilo da pregação (sem habilidades), dando um resultado ignorante para quem não crê.

1,20 *Deste mundo: ‘haolam hazzeh’ dentro da literatura rabínica se designa como o tempo antimessiânico, em uma época que era muito complicado entender tudo á luz da moral Messiânica. São Paulo utiliza em muitas vezes este término.

1,21 *Sofia: este témino é utilizado duas vezes neste: mediante a sua própria sofia (sabedoria) o mundo não conheceu a divina sofía de Deus. Esta sofia divina é a que leva ao homem conhecer a Deus, é o conjunto de obras sabiamente realizadas que nos revelam (Sab 13,1-9). “De fato, as perfeições invisíveis de Deus – não somente seu poder eterno, mas também a sua eterna divindade – são percebidas pelo intelecto, através de suas obras, desde a criação do mundo. Portanto, eles não têm desculpa: apesar de conhecerem a Deus, não o glorificaram como Deus nem lhe deram graças...” (Rm 1,20-21).

1,22 *Não conhecer: Se trata do verbo conhecer (gignwskein) mas com toda a sua carga semítica bíblica, com um triple sentido: intelectual, afetivo e prático. A melhor tradução seria reconhecer, implicando assim uma relação interperssoal.

1,23 *Escândalo: seria a pedra de tropeçoo; um signo de contradição: o escândalo da cruz (Gal 5,11) para aqueles que não crêem.

1,24 *Poder de Deus: Na cruz sim que têm força, um poder real de salvação: o poder do Espírito Santo que experimentou os primeiros cristão: a força para vencer as mas inclinações da carne, para vencer o poder do pecado. A força que produz nós frutos reais, tais como o amor, a alegria, a paz... (Gal 5,22). O milagre da salvação do ser humano, a experiência do amor, do hombre novo, da comunidade unida. Mas nem todos experimetam estes efeitos da força da cruz, somente aqueles que crêem, ou seja, os escolhidos, os chamados, todos estamos chamandos á salvação, a partir da força da cruz.

A cruz pode ser um símbolo de escândalo, mas não deixa de ser uma prova do amor, da generosidade, da salvação. Qual é a vida que não têm as suas cruzes? Mas ao passar pela cruz, se pode dizer que é necessário experimentar as cruzes de cada dia para poder dar testemunho das graças de Deus, que cada um já alcançou e alcaça ao levar esta pesada cruz, seja como for.
Pe. Lucimar, sf

Español:
Símbolos religiosos... (IV)
Después de algunas reflexiones acerca del tema sobre la simbología religiosa, me fijaré por ahora en un texto de la Primera Carta de San Pablo a la comunidad de los Corintios (I Cor 1, 17-25)

“17Porque no me envió Cristo a bautizar, sino a predicar el Evangelio. Y no con palabras sabias, para no desvirtuar la cruz de Cristo. 18 Pues la predicación de la cruz es una locura para los que se pierden; mas para los que se salvan -para nosotros- es fuerza de Dios.19 Porque dice la Escritura: Destruiré la sabiduría de los sabios, e inutilizaré la inteligencia de los inteligentes. 20 ¿Dónde está el sabio? ¿Dónde el docto? ¿Dónde el intelectual de este mundo? ¿Acaso no entonteció Dios la sabiduría del mundo? 21 De hecho, como el mundo mediante su propia sabiduría no conoció a Dios en su divina sabiduría, quiso Dios salvar a los creyentes mediante la locura de la predicación. 22 Así, mientras los judíos piden signos y los griegos buscan sabiduría, 23 nosotros predicamos a un Cristo crucificado: escándalo para los judíos, locura para los gentiles; 24 más para los llamados, lo mismo judíos que griegos, un Cristo, fuerza de Dios y sabiduría de Dios. 25 Porque la locura divina es más sabia que los hombres, y la debilidad divina, más fuerte que los hombres”.

Sabiduría humana contra cruz de Cristo
1,17 *No desvirtuar la cruz: (kenoun / kenwsi") se entiende no vaciar la cruz de su poder de salvación; si atribuimos la salvación a la eficacia de la sabiduría humana, dejaríamos de atribuírsela a la redención de Jesús por su fracaso en la cruz.

1,18 *La predicación de la cruz: doble sentido: como contenido (mensaje), y como actividad del mensajero. Tanto el mensaje (en la cruz la salvación) como el estilo de la predicación (sin artificios), resultan algo necio para los que se pierden.

1,20 *Este mundo: ‘haolam hazzeh’ en la literatura rabínica designa el tiempo antimesiánico, el siglo actual en cuanto todavía no ha entrado en la esfera de la luz moral del Mesías. Pablo usa muchas veces este término con este sentido.

1,21 *Sofia: en este versículo se emplea este término dos veces: el mundo mediante su propia sofia (sabiduría) no conoció a Dios en su divina sofía. Esta divina sofia que debió haber llevado al hombre a conocer a Dios, es el conjunto de obras sabiamente hechas que nos lo revelan (Sb 13,1-9). "Lo invisible de Dios desde la creación del mundo, se deja ver a la inteligencia a través de sus obras: su poder eterno y su divinidad; de forma que son inexcusables (los paganos) porque habiendo conocido a Dios, no le glorificaron como a Dios ni le dieron gracias..." (Rm 1,20-21).

1,22 *No conocer: Se trata del verbo conocer (gignwskein) pero con toda su carga semítica bíblica, en el triple sentido intelectual, afectivo y práctico. Estaría mejor traducido por reconocer, que implica una relación interpersonal.

1,23 *Escándalo: piedra de tropiezo; signo de contradicción: el escándalo de la cruz (Ga 5,11) para los que no creen.

1,24 *Fuerza de Dios: En la cruz sí hay una fuerza, un poder real de salvación: el poder del Espíritu que han experimentado los creyentes: la fuerza para vencer las malas inclinaciones de la carne, para vencer el poder del pecado. La fuerza que produce en nosotros frutos bien reales y experimentables, tales como el amor, la alegría, la paz... (Ga 5,22). El milagro de la salvación del hombre pecador, la experiencia del amor, del hombre nuevo, de la comunidad unida. Pero no todos experimentan en sí estos efectos de la fuerza de la cruz, sino solo los que creen, los llamados.

La cruz puede ser un símbolo de escándalo, pero no deja de ser una prueba de amor, de generosidad, de salvación. ¿Cuál es la vida que no tiene sus cruces? Pero al pasar por la cruz, se puede decir que es necesario experimentar para poder dar testimonio de las gracias de Dios, que cada uno ha alcanzado al llevar esta pesada cruz, sea ella cuál sea.
P. Lucimar, sf